Publicado em
25/08/2025
Lançada em meio à preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), a publicação da Oxfam Brasil aponta os maiores poluidores e principais contribuintes para a crise do clima.
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Um céu azul que, de repente, dá lugar à escuridão. Uma ‘chuva de fuligem’. Neblina que dá lugar à fumaça e à poluição. Frio fora de época. Chuvas além do esperado. A crise climática é um fenômeno ‘visível a olho nu’, e em seu novo e-book – Culpados pela crise, responsáveis pela conta -, a Oxfam Brasil aponta que a problemática é uma das maiores ameaças “do nosso tempo, mas seus impactos não são sentidos igualmente por todas as pessoas.”
De acordo com a organização, enquanto grandes corporações e pessoas bilionárias lucram com atividades altamente poluentes, inúmeras comunidades vulneráveis enfrentam enchentes, secas severas, deslizamentos e temperaturas extremas sem os recursos necessários para se proteger e se recuperar.
Dentre quase duas centenas de países no mundo, a organização frisa que as 20 nações mais poluentes são responsáveis por cerca de 85% das emissões globais de carbono. Entre os maiores poluidores estão:
Impacto empresarial
Conforme a publicação da Oxfam, as grandes corporações desempenham um papel de protagonismo na crise climática.
“Um levantamento mostra que apenas 100 empresas foram responsáveis por mais de 70% das emissões globais de gases de efeito estufa desde 1988”
Trecho do e-book Culpados pela crise, responsáveis pela conta
De acordo com a organização, essas empresas têm lucrado trilhões de dólares enquanto continuam a exploração de petróleo, gás e carvão, ao passo em que retardam ações para uma transição energética justa e sustentável. “Outro dado alarmante é que o 1% mais rico da população mundial emite mais carbono do que os 50% mais pobres juntos. Bilionários e grandes investidores vivem estilos de vida altamente poluentes — com jatinhos particulares, iates e mansões — enquanto comunidades de baixa renda sofrem com secas, enchentes e desastres climáticos”, ressalta trecho do livro digital.
Para a organização, uma mudança concreta no cenário climático exige que os grandes emissores sejam responsabilizados, ou, então, “a conta da crise climática continuará sendo paga pelos mais pobres e vulneráveis. A justiça climática exige que os países e corporações mais poluentes arquem com os custos da transição para um modelo econômico sustentável, garantindo financiamento para adaptação e mitigação dos impactos climáticos nos países do Sul Global.”
Na prática
A Oxfam elenca, em sua publicação, algumas maneiras de a população se engajar na luta por justiça climática. Entre elas, é possível:
Fique por dentro
O e-book Culpados pela crise, responsáveis pela conta está disponível na íntegra neste link. Para saber mais, acesse a publicação e demais materiais de comunicação.
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