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Publicado em

25/08/2025

Quem são os culpados e os maiores afetados pela crise climática?

Lançada em meio à preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), a publicação da Oxfam Brasil aponta os maiores poluidores e principais contribuintes para a crise do clima.

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Um céu azul que, de repente, dá lugar à escuridão. Uma ‘chuva de fuligem’. Neblina que dá lugar à fumaça e à poluição. Frio fora de época. Chuvas além do esperado. A crise climática é um fenômeno ‘visível a olho nu’, e em seu novo e-book – Culpados pela crise, responsáveis pela conta -, a Oxfam Brasil aponta que a problemática é uma das maiores ameaças “do nosso tempo, mas seus impactos não são sentidos igualmente por todas as pessoas.”

De acordo com a organização, enquanto grandes corporações e pessoas bilionárias lucram com atividades altamente poluentes, inúmeras comunidades vulneráveis enfrentam enchentes, secas severas, deslizamentos e temperaturas extremas sem os recursos necessários para se proteger e se recuperar. 

Dentre quase duas centenas de países no mundo, a organização frisa que as 20 nações mais poluentes são responsáveis por cerca de 85% das emissões globais de carbono. Entre os maiores poluidores estão:

  • China O maior emissor do mundo, responsável por aproximadamente 30% das emissões globais, devido à sua grande dependência do carvão para geração de energia e sua enorme produção industrial.
  • Estados Unidos – Segundo maior poluidor. O país abriga algumas das maiores empresas de petróleo e gás do mundo.
  • Índia – Terceiro maior emissor, com crescimento industrial acelerado e grande dependência de carvão, mas com emissões per capita ainda muito inferiores às de países ricos.
  • União Europeia – Conjunto de países que, juntos, estão entre os maiores emissores, com destaque para Alemanha, França e Itália. 
  • Rússia, Brasil, Japão e Indonésia – Outros grandes emissores, com atividades como desmatamento, exploração de combustíveis fósseis e indústrias altamente poluentes. 

Impacto empresarial

Conforme a publicação da Oxfam, as grandes corporações desempenham um papel de protagonismo na crise climática. 

“Um levantamento mostra que apenas 100 empresas foram responsáveis por mais de 70% das emissões globais de gases de efeito estufa desde 1988”
Trecho do e-book Culpados pela crise, responsáveis pela conta 

De acordo com a organização, essas empresas têm lucrado trilhões de dólares enquanto continuam a exploração de petróleo, gás e carvão, ao passo em que retardam ações para uma transição energética justa e sustentável. “Outro dado alarmante é que o 1% mais rico da população mundial emite mais carbono do que os 50% mais pobres juntos. Bilionários e grandes investidores vivem estilos de vida altamente poluentes — com jatinhos particulares, iates e mansões — enquanto comunidades de baixa renda sofrem com secas, enchentes e desastres climáticos”, ressalta trecho do livro digital.

Para a organização, uma mudança concreta no cenário climático exige que os grandes emissores sejam responsabilizados, ou, então, “a conta da crise climática continuará sendo paga pelos mais pobres e vulneráveis. A justiça climática exige que os países e corporações mais poluentes arquem com os custos da transição para um modelo econômico sustentável, garantindo financiamento para adaptação e mitigação dos impactos climáticos nos países do Sul Global.”  

Na prática

A Oxfam elenca, em sua publicação, algumas maneiras de a população se engajar  na luta por justiça climática. Entre elas, é possível: 

  • Pressionar governantes e empresas para que adotem medidas concretas de responsabilização climática; 
  • Apoiar políticas de taxar grandes poluidores e redistribuir recursos para comunidades vulneráveis; 
  • Divulgar informação e conscientizar mais pessoas sobre a importância da justiça climática; 
  • Engajar-se em movimentos sociais e organizações ambientais que lutam pela responsabilização dos grandes emissores.

Fique por dentro

O e-book Culpados pela crise, responsáveis pela conta está disponível na íntegra neste link. Para saber mais, acesse a publicação e demais materiais de comunicação. 

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