Publicado em
25/08/2025
Iniciativa do Ministério das Cidades e da Secretaria Nacional de Periferias, publicação visa orientar o público em geral no uso do Mapa das Periferias e na realização do Mapeamento Popular.
Por Mariana Lemos
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O Ministério das Cidades e a Secretaria Nacional de Periferias (SNP) lançaram o “Guia de Mapeamento Popular: conhecer para transformar“, uma ferramenta que auxilia comunidades, coletivos e lideranças a mapear os territórios periféricos brasileiros, buscando reduzir as desigualdades socioespaciais no país.
A publicação detalha as estratégias e ferramentas de outras iniciativas, como o Mapa das Periferias e o Mapeamento Popular, capacitando as comunidades periféricas a mapear suas próprias realidades e cotidianos, destacando tanto suas vulnerabilidades quanto suas potencialidades.
Como funciona?
Por meio de um processo que inclui a mobilização comunitária e o uso de ferramentas digitais, como o aplicativo ‘OpenStreetMap’, as pessoas podem coletar e organizar dados sobre seus territórios.
Essa cartografia colaborativa tem o objetivo de subsidiar a criação de políticas públicas mais justas e conectadas com as reais necessidades, além de fortalecer a luta por direitos sociais e potencializar o cotidiano das periferias, promovendo protagonismos locais.
Um diferencial proposto é a possibilidade de mapear os territórios com base nos saberes e experiências das comunidades, gerando dados qualitativos que fortalecem as mobilizações por transformações reais e dão visibilidade a ruas, becos, vielas, escadarias e pontos de referência das quebradas brasileiras, que, muitas vezes, não possuem reconhecimento formal nos planos urbanos.
É válido ressaltar que o processo garante a proteção de dados sensíveis, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), assegurando a segurança e a privacidade dos usuários e territórios.
Engajamento do território
É importante destacar que a participação ativa da população é crucial neste processo de mapeamento, desde a identificação do território até a análise coletiva dos dados. A iniciativa também contempla o programa “CEP para Todos”, que, em parceria com os Correios, visa garantir o endereçamento formal das comunidades, facilitando o acesso à cidadania e serviços essenciais públicos.
A metodologia do Mapeamento Popular foi criada em parceria com quatro territórios pilotos brasileiros: Aratu (PB), Ayrton Senna (AC), Santa Luzia (DF) e Vila Nova Jaguaré (SP).
Todo o processo vai além da coleta de dados, pois promove o engajamento comunitário, onde moradores compartilham saberes, constroem laços e pensam em soluções para os desafios locais, visando contribuir com a infraestrutura urbana, o meio ambiente, a habitação e justiça territorial, cidadania e cultura, trabalho, renda e soberania alimentar.
Ao colocar as periferias no mapa do Brasil, o “Guia de Mapeamento Popular” e suas ferramentas oferecem a oportunidade de fortalecer esses territórios, permitindo o desenvolvimento de suas próprias narrativas, visando o aumento da qualidade de vida e a construção de melhores oportunidades para as comunidades.
Fique por dentro
De acordo com o documento, a recriação do Ministério das Cidades e a fundação da Secretaria Nacional de Periferias reafirmam o compromisso com a atuação territorial e intersetorial, valorizando as soluções e a força política e plural que emerge das periferias, enfrentando também as múltiplas vulnerabilidades impostas aos sujeitos periféricos.
Acesse na íntegra o Guia de Mapeamento Popular e se engaje nesta ação.
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